Eu vou me acumulando, me acumulando, me acumulando. Até que não caibo em mim e estouro em palavras.
Clarice Lispector.
talvez
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eu posso ser como o gelo, sólido, porém uma hora ei de derreter, e assim cada parte que era sólida vai se espalhar cada qual para um canto, por onde for mais fácil passar, onde eu saiba que nada vá me machucar.
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O silêncio do adeus é ensurdecedor. A gente olha pro lado, e não há uma palavra. Não há o que dizer. A agonia passeia por entre nós. A angústia está ali sentada ao nosso lado, num abraço bem apertado, a cada passo ou toque de telefone, ela diz: Eu tô aqui. A gente olha pro céu e ele nunca esteve tão azul, o canto do passarinho é bonito, intrigante e curioso. Como é que um bichinho pequeno canta bonito assim? A gente percebe que passa bastante caminhão na rua. Hoje esta movimentado. Nossa, há muitos pássaros por aqui. Porque um cachorro late e todos os outros da vizinhança o acompanham? Parece que o coração está batendo no ouvido. Não, na garganta. Na ponta dos dedos? De repente eu percebo que meu peito ficou pequeno pro tamanho das batidas do meu coração. Engraçado, eu visualizo ele tão pequeno e amuado. Ele bate forte, e bate grande. Igual àquelas ondas que se propagam na água quando a gente joga uma pedrinha. Eu nunca joguei uma pedrinha na água pra ver essas ondas. Eu deveria tentar...
Percebo um novo medo existente, talvez dois: não me despedir das pessoas e me despedir das pessoas. Agora tudo quanto é gente que parte, parece partir para sempre. Um tchau não parece o bastante, não sinto o abraço apertar. O "e se" sim, sufoca. O medo do finito é infinito, porque a gente sabe que é real. Eu não me despedi de ninguém, mas parece que eu fui embora de mim.
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