Sábado a noite...Em casa.
Poderia ser incomum, se eu fosse como todos, mas não. Ficar em casa, me parece, e sempre me pareceu, algo comum, estranho seria se eu não estivesse sempre dentro dos 4 metros quadrados que tem o meu quarto.
 Às vezes eu não sei as cores que o mundo tem, e as que possivelmente ele teria, para mim, é monocromático.
A vida é monocromática, vista dos meus olhos jovens, sem brilho e assustados.
Sou o reflexo exato de algo que eu sempre temi, sou tudo o que não gostaria de ser, sinto tudo o que poderia me dar náuseas, e dão.
Eu gostaria da vida, se eu tivesse uma. Talvez não ansiasse tanto pelos dias finais, se os atuais e estupidamente recentes não fossem o que são, se eu não fosse.
Eu não gosto da vida, não gosto da minha vida, e de ser quem sou, não gosto de ser, e infelizmente sou. Pecado.
Ser burra, tola, ou qualquer outra coisa do tipo que não me fizesse pensar sobre os sobres,  tem me parecido ser a melhor saída, trágico. Pensar é meu refugio.
Aquele clichê : O muro que te prende e te assusta é o mesmo que te mantém segura. Dane-se.

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