Aterrorizante. É a palavra que eu atualmente usaria para descrever a realidade. Aterrorizante. 
É aterrorizante contar com um prazo. Pensar em um ano. Pensar em trinta dias. Trinta dias. Porque a vida não te dá um prazo para mudanças. Você pisca e não há mais nada ali que você já tenha conhecido. Inclusive você.  
Aterrorizante quando você se dá conta de que a vida está mudando bem na sua frente, em instantes, horas, minutos, segundos. Um encontro inesperado. Uma mensagem surpresa. Uma falta de ar repentina. No minuto seguinte, já é possível saber que nunca mais você será você. E que a vida nunca mais será como um dia já foi. Há uma única certeza, a dúvida constante. 
Aterrorizante é saber que por mais prazos, contagens regressivas e dias seguintes, os instantes estão ali. Eu ainda tenho o minuto seguinte? Como é que posso contar com 30 dias? 
Aterrorizante, é a palavra que eu usaria para descrever o sentimento de desperdiçar todos os bons momentos não vividos por simplesmente ter medo de não conseguir vivê-los. 

Eu tenho medo do telefone tocar. Mas também tenho medo de que ele não toque nunca mais. 




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